O homem é um hospedeiro acidental, se infectando ao ingerir água ou alimentos contaminados por fezes de cães, ou ainda por contato direto com o animal. No intestino humano, a larva vai à corrente sangüínea e pode se instalar em diferentes órgãos: o fígado é o mais comumente afetado (55-75% das vezes), com o pulmão em segundo lugar.
A hidatidose hepática se manifesta em forma de cisto, com diferentes aspectos possíveis. Pode ser um cisto de aspecto simples (unilocular), pode apresentar hidátides-filhas, ou ainda paredes calcificadas (calcificações densas geralmente indicam cisto não viável).
Entre aqueles cistos com hidátides-filhas, eles podem ter um aspecto simplesmente multiloculado, ou mesmo pequenos cistos periféricos no interior do cisto maior (como é o caso do paciente demonstrado). Nesses casos, o cisto tem densidade líquida um pouco maior que o usual (o paciente tinha valores de HU entre 25 e 30), devido à presença de "areia hidática". Além disso, outra característica é que a densidade dos pequenos cistos periféricos costuma ser inferior à do cisto maior, o que também é visto nesse caso.
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