quarta-feira, 16 de maio de 2012

Apendicite - Ultrassom e Tomografia

Exame ultrassonográfico solicitado por dor na fossa ilíaca direita, demonstrando imagem tubular não compressível adjacente ao ceco, com infiltração dos tecidos adjacentes.
A imagem à direita mostra a estrutura tubular em um corte transversal, e à esquerda em corte longitudinal.
Foi realizada uma tomografia complementar que confirmou os achados ecográficos, demonstrando apêndice cecal espesso e com infiltração da gordura adjacente (seta amarela).

terça-feira, 8 de maio de 2012

DIU Atípico

Imagem curiosa para um radiologista com menos de uma década de atuação.
A paciente refere ter colocado o DIU há mais de 30 anos. Não conseguiu removê-lo, e resolveu não realizar procedimento invasivo para sua retirada.


Na internet há imagens de modelos de DIU antigos. Esse era chamado de "loop".

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Inflamação Ligamento Deltóide

Exame realizado por queixas de dor na face medial do tornozelo havia alguns meses.
O exame demonstrou espessamento e redução da ecogenicidade das estruturas ligamentares adjacentes ao maléolo tibial, sugestivo de acometimento inflamatório do ligamento deltóide (seta amarela, nesse corte longitudinal).


Chama-se de "ligamento deltóide" o complexo ligamentar na face medial do tornozelo, a partir do maléolo tibial (no caso da imagem mostrada, o acometido era o tíbio-calcâneo). Alterações nesse ligamento ao estudo ecográfico são muito pouco frequentes, especialmente quando de forma isolada.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Hematomas Epidural e Subdural

Trauma craniano por acidente automobilístico, paciente jovem.
A tomografia demonstrou pequena linha de fratura no osso temporal esquerdo (seta amarela), com coleção hemorrágica periférica adjacente, em formato biconvexo, compatível com hematoma epidural.


Epidurais: Em 90% dos casos é de causa arterial (meningea média). Têm aspecto biconvexo. Não cruzam os limites das suturas ósseas (estão localizados entre o osso e a dura), mas podem cruzar reflexões durais.
Subdurais: Lesão de veias corticais. Têm aspecto em "crescente". Estão localizadas entre a dura e a aracnóide, portanto podem ultrapassar suturas, mas não ultrapassam reflexões durais.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Coledocolitíase - Colangiografia

Após colecistectomia por litíase biliar, paciente persistiu com dores no hipocôndrio direito e aumento das bilirrubinas séricas. Realizada colangiografia pós-operatória, que demonstrou pequeno defeito de enchimento no colédoco distal, compatível com cálculo, com leve a moderada distensão das vias biliares.


quarta-feira, 2 de maio de 2012

Descolamento Placentário

Paciente gestante no 2º trimestre, com sangramento em pequena quantidade há cerca de 1 semana. Foi solicitada ultrassonografia que demonstrou área de descolamento placentário na face anterior e inferior do útero.

A aparência do hematoma depende do tempo de existência. Hematomas agudos podem ser ecogênicos ou isoecogênicos. A partir de uma semana, torna-se hipoecogênico, e em cerca de duas semanas tem aspecto anecóico.
Os fatores de mau prognóstico são hematoma com volume maior que 50ml, acometendo mais que 50% da superfície placentária, localizados no fundo ou corpo uterinos. (fonte: emedicine).

O caso da paciente era de bom prognóstico: volume pequeno, porcentagem não significativa da superfície placentária, segmento inferior do útero.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Hemorragia Intracraniana Neonatal

Um paciente prematuro, solicitado ecografia transfontanelar para avaliação. O exame demonstrou hemorragia na matriz germinativa, hemorragia e dilatação dos ventrículos, caracterizando grau III.
Grau I seria uma hemorragia restrita à matriz germinativa.
Grau II possui hemorragia intra-ventricular, ainda sem dilatação.
Grau III há dilatação ventricular associada.
Grau IV possui hemorragia parenquimatosa.
Foi solicitada tomografia para confirmação dos achados ecográficos.
Nesse corte tomográfico observa-se hemorragia intraventricular, já com dilatação das cavidades, caracterizando hemorragia intracraniana neonatal grau III.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Diverticulite no Ceco

Homem entre 40-50 anos, veio à emergência com dor na fossa ilíaca direita de início há 3 dias. Hemograma infeccioso. Ultrassonografia demonstrou acometimento inflamatório na fossa ilíaca direita, mas apêndice cecal não identificado.
Solicitada tomografia complementar.
 Nessa imagem percebe-se apêndice cecal com dimensões normais, sem sinais inflamatórios.
A segunda imagem demonstra divertículos ao nível do ceco, com infiltração da gordura adjacente.
O curioso é que os divertículos eram restritos ao ceco, não sendo observados nas demais porções colônicas.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Translucência Nucal

Quando realizamos exames de translucência nucal, quase 100% das vezes existe a pergunta “o resultado é normal?”, não só pelo paciente, mas frequentemente também pelo médico assistente.
A medida da translucência nucal deve ser analisada como um dos fatores de auxiliarão na avaliação do risco de cromossomopatias. A partir do tamanho da prega nucal posterior, outros fatores são avaliados, como a idade materna, a idade gestacional na qual foi realizado o exame, e informações complementares, como testes laboratoriais e outros parâmetros ultrassonográficos (quando disponíveis).
Portanto, não é correto dizer que o exame é “normal”, mesmo com valores pequenos de espessura da prega nucal. Mais adequado seria dizer que o exame “não adiciona risco de cromossomopatia”.
Algumas referências indicam um resultado “normal” quando abaixo de 3mm entre 11 semanas e 13 semanas e 6 dias; outras adicionam que, abaixo de 11 semanas, a TN deve ser menor que 2mm.
A imagem adicionada é de um feto com 10 semanas e 4 dias, com TN de cerca de 2,2cm. O médico assistente foi comunicado para melhor avaliação da conduta clínica.
Obs: a imagem é apenas ilustrativa, não se encaixa nos critérios estabelecidos para obtenção da medida de TN.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Hérnia de Bochdalek


No ano passado postei um caso de hérnia de Morgagni, e agora uma de Bochdalek.
As de Bochdalek são mais comuns que as de Morgagni, ocorrendo geralmente na porção postero-medial do hemitórax esquerdo.
À imagem do estudo tomográfico, percebemos porções de cólon, estômago e baço no interior do conteúdo herniado.