quinta-feira, 3 de maio de 2012

Coledocolitíase - Colangiografia

Após colecistectomia por litíase biliar, paciente persistiu com dores no hipocôndrio direito e aumento das bilirrubinas séricas. Realizada colangiografia pós-operatória, que demonstrou pequeno defeito de enchimento no colédoco distal, compatível com cálculo, com leve a moderada distensão das vias biliares.


quarta-feira, 2 de maio de 2012

Descolamento Placentário

Paciente gestante no 2º trimestre, com sangramento em pequena quantidade há cerca de 1 semana. Foi solicitada ultrassonografia que demonstrou área de descolamento placentário na face anterior e inferior do útero.

A aparência do hematoma depende do tempo de existência. Hematomas agudos podem ser ecogênicos ou isoecogênicos. A partir de uma semana, torna-se hipoecogênico, e em cerca de duas semanas tem aspecto anecóico.
Os fatores de mau prognóstico são hematoma com volume maior que 50ml, acometendo mais que 50% da superfície placentária, localizados no fundo ou corpo uterinos. (fonte: emedicine).

O caso da paciente era de bom prognóstico: volume pequeno, porcentagem não significativa da superfície placentária, segmento inferior do útero.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Hemorragia Intracraniana Neonatal

Um paciente prematuro, solicitado ecografia transfontanelar para avaliação. O exame demonstrou hemorragia na matriz germinativa, hemorragia e dilatação dos ventrículos, caracterizando grau III.
Grau I seria uma hemorragia restrita à matriz germinativa.
Grau II possui hemorragia intra-ventricular, ainda sem dilatação.
Grau III há dilatação ventricular associada.
Grau IV possui hemorragia parenquimatosa.
Foi solicitada tomografia para confirmação dos achados ecográficos.
Nesse corte tomográfico observa-se hemorragia intraventricular, já com dilatação das cavidades, caracterizando hemorragia intracraniana neonatal grau III.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Diverticulite no Ceco

Homem entre 40-50 anos, veio à emergência com dor na fossa ilíaca direita de início há 3 dias. Hemograma infeccioso. Ultrassonografia demonstrou acometimento inflamatório na fossa ilíaca direita, mas apêndice cecal não identificado.
Solicitada tomografia complementar.
 Nessa imagem percebe-se apêndice cecal com dimensões normais, sem sinais inflamatórios.
A segunda imagem demonstra divertículos ao nível do ceco, com infiltração da gordura adjacente.
O curioso é que os divertículos eram restritos ao ceco, não sendo observados nas demais porções colônicas.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Translucência Nucal

Quando realizamos exames de translucência nucal, quase 100% das vezes existe a pergunta “o resultado é normal?”, não só pelo paciente, mas frequentemente também pelo médico assistente.
A medida da translucência nucal deve ser analisada como um dos fatores de auxiliarão na avaliação do risco de cromossomopatias. A partir do tamanho da prega nucal posterior, outros fatores são avaliados, como a idade materna, a idade gestacional na qual foi realizado o exame, e informações complementares, como testes laboratoriais e outros parâmetros ultrassonográficos (quando disponíveis).
Portanto, não é correto dizer que o exame é “normal”, mesmo com valores pequenos de espessura da prega nucal. Mais adequado seria dizer que o exame “não adiciona risco de cromossomopatia”.
Algumas referências indicam um resultado “normal” quando abaixo de 3mm entre 11 semanas e 13 semanas e 6 dias; outras adicionam que, abaixo de 11 semanas, a TN deve ser menor que 2mm.
A imagem adicionada é de um feto com 10 semanas e 4 dias, com TN de cerca de 2,2cm. O médico assistente foi comunicado para melhor avaliação da conduta clínica.
Obs: a imagem é apenas ilustrativa, não se encaixa nos critérios estabelecidos para obtenção da medida de TN.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Hérnia de Bochdalek


No ano passado postei um caso de hérnia de Morgagni, e agora uma de Bochdalek.
As de Bochdalek são mais comuns que as de Morgagni, ocorrendo geralmente na porção postero-medial do hemitórax esquerdo.
À imagem do estudo tomográfico, percebemos porções de cólon, estômago e baço no interior do conteúdo herniado.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Abortamento em Evolução

Gestante de 20 semanas com sangramento vaginal. Ao exame de toque, foi percebida "massa" de aspecto amolecido no interior da vagina.
Ao estudo ecográfico transabdominal, a imagem demonstra colo uterino aberto, com bolsa amniótica ainda íntegra, porém com volumosa herniação no interior da cavidade vaginal.

Um Ano Depois

Obrigado pelos emails recebidos durante esse ano. Por motivos de absoluta falta de tempo, fui levado a parar de postar os casos.
A falta de tempo continua, mas estou voltando a publicar no blog. Certamente não com a mesma frequência de antes, porém procurando manter a continuidade.

domingo, 10 de agosto de 2008

Notícias

As postagens retornarão na segunda quinzena de agosto.
Obrigado pelas visitas e emails.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Ressecabilidade de Neoplasia Pulmonar

A ressecabilidade depende, obviamente, do estadiamento. O detalhe mais importante se refere ao estágio III, que se divide em A (doença avançada, contudo na qual a cirurgia pode ser recomendada) e B (irressecável).
T3 - Lesão que invade a parede torácica, diafragma, pleura mediastinal, pericárdio parietal, ou que está a menos de 2cm da carina.
T4 - Invasão de mediastino, coração, grandes vasos, carina/traquéia, esôfago, corpos vertebrais, derrame pleural/pericárdico.
N1 - Peribrônquicos/hilares ipsilaterais.
N2 - Mediastino ipsilateral ou subcarinal.
N3 - Mediastino/hilo contralateral, escaleno ou supraclavicular.
O estágio IIIA se refere a T3N1 ou T3N2, que representam doença avançada embora ainda com opção de tratamento cirúrgico.
Se T4, N3 ou M1, o tumor é irressecável.